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Mostrando postagens de novembro, 2014

Fases iniciais de uma imaginação ativa

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A alquimia é considerada anacronicamente uma imaginação ativa Para entender melhor, leia o post anterior. Lembre-se de que ao todo são quatro fases. Fase 1: libertação "A maioria das técnicas de meditação oriental, como o zen, certos exercícios de ioga, bem como a meditação taoísta, põem-nos diante dessa primeira fase". É um momento usualmente descrito como um esvaziar da mente, cessação do fluxo do pensamento ou expressões afins. Trata-se de uma interrupção da atividade mental consciente para pôr-se disponível aos afluxos do inconsciente. Fase 2: concentração "Ao contrário das técnicas orientais acima mencionadas, neste caso nós acolhemos a imagem ao invés de enxotá-la ou desconsiderá-la, passando a nos concentrar nela" Psicologicamente, esse momento é descrito como se segue: "deixar que uma imagem de fantasia oriunda do inconsciente flua para o campo da percepção interior". Nesse ponto dois erros, inversos, são comuns. Um deles é ...

Clínica reaberta, sejam bem-vindos.

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Claude Monet (1840 – 1926, Francês) A Mulher com o Parassol - Camille Monet e o Filho Jean O pai comparece nesse quadro... a cada pincelada.   Esta Clínica Psicológica estava fechada para reformas, mas agora volta a suas atividades com novos interesses e o cumprimento da promessa feita em novembro passado: uma série de posts sobre a técnica da imaginação ativa.   Quanto aos interesses, sempre foi expresso que minha área de atuação é a clínica e meu método é o junguiano. Desta forma, o blog trata da clínica psicológica ou da psicoterapia em geral, mas, no que é cabível uma interpretação, ela será embasada em lá se vão dez anos de estudos acerca da teoria e da prática da psicologia analítica.   O que se diz corriqueiramente sobre essa abordagem é que representa uma psicologia da maturidade. Acolho pessoal e profissionalmente o desafio de contestar tal afirmação, portanto, aqui e acolá o tema  por aqui será o de demonstrar c...

Sobre a execução da imaginação ativa

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Wolfgang Pauli, O Relógio do Mundo Paciente de von Franz (desenho de autoria anônima, a partir das descrições publicadas) Marie-Louise von Franz nos lega uma preciosa explanação sobre essa técnica junguiana em "A Imaginação Ativa" (1978). O texto está publicado pela editora Paulus em uma compilação de artigos da autora intitulada "Psicoterapia". Meus próximos comentários, sobre as fases de tal técnica, constituem-se grosso modo em um resumo desse artigo e as citações que farei serão excertos dele. Primeiramente, é necessário compreender que, dado seja uma técnica, sua aplicação terá mais sucesso quando realizada por um profissional embasado em método e teoria. A autoaplicação, a implementação de alterações ou o uso com fins não psicoterapêuticos não podem ser impedidas, mas devem ser realizadas com cautela e responsabilidade. Von Franz alerta que a técnica bem aplicada terá melhor resultado quando o sujeito não tenha sido submetido a...