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Mostrando postagens com o rótulo psicoterapia

...certo grau de ingenuidade

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 "Quebrar cabeça" para encontrar as próprias soluções faz parte de amadurecer, afinal, um adulto é aquela pessoa que encara os próprios problemas e toma decisões, responsabilizando-se pelos resultados disso.  Imagem: Thiago Trappo Projeto Alice 150 O potencial curativo das imaginações ativas depende em grande parte desse aspecto: a não interveniência do terapeuta, significando que se deixe ao próprio paciente a busca por soluções. E isso é desde o início do processo.   Se o profissional sugere um tema para meditação, esse tema deve estar contextualizado e deve ter sido trazido pelo paciente. Oportunidades muito simples são, por exemplo, uma questão importante de um sonho, como um diálogo interrompido, ou uma situação inquietante, ou alguma espécie de impasse.   Nesse momento um simples "O que você faria na vida real?" pode estimular a fantasia e dar início ao processo. Von Franz nos traz o exemplo de um paciente que fantasiou uma...

As imaginações ativas são realidades.

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O que permite distinguir entre a verdadeira imaginação ativa e suas variações, ou entre ela e outras meditações e iogas é exatamente essa quarta fase: o compromisso do praticante com as imagens que está trabalhando. Fase 4: compromisso Gostaria de ilustrar o que acabo de dizer com um exemplo. Certo analisando sonhou que encontrou um casco de cavalo no deserto. O casco era de certo modo muito perigoso e começou a persegui-lo. Era uma espécie de demônio relacionado com o deus [germânico] Wotan. O homem tentou continuar a fantasiar esse sonho em uma imaginação ativa. Ele estava agora correndo montado no cavalo, mas o demônio estava ficando cada vez maior e conseguindo chegar cada vez mais perto. O analisando deu a volta e de algum modo conseguiu esmagar o demônio com os pés. Quando ele me contou isso, fiquei impressionada com a estranha discrepância entre a aparência dele e o resultado da história. Ele parecia assustado e atormentado. Assim sendo di...

Riscos ao corpo: o caso "Albert e o artista"

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A eficácia de uma imaginação ativa é verificada pela observação do surgimento de sonhos e de sintomas. Ou por uma mudança neles caso já estejam ocorrendo. Se nada acontece ou se nada muda, essa imaginação não foi bem praticada, houve uma falha.   A respeito dos sintomas, eles também podem ser somáticos. O caso "Albert e o artista", que Marie-Louise von Franz analisa em  A Imaginação Ativa na Psicologia de C. G. Jung ( in: Psicoterapia , editora Vozes), traz exatamente um exemplo disso. Eis o trecho.   Atalanta Fugiens Micahel Maier (crédito questionável) O caso era o de um artista que havia começado a fazer análise por causa de uma tendência  para o alcoolismo e uma sensação geral de desorientação. Uma figura particular de sombra aparecia repetidamente em seus sonhos; vamos chama-la de Albert. Essa figura era um homem esquizoide, altamente inteligente, completamente cínico e amoral,  que na verdade há muito havia se suicidado. ...

A terceira fase: fixação da imagem na matéria

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Esclarecendo para quem chegou ao blog agora, estamos falando da imaginação ativa, uma técnica psicológica junguiana de eliciação e confronto com material inconsciente. Sua prática pode ser compreendida como se constituindo de quatro fases: libertação, concentração, fixação e compromisso (os nomes das fases são por  minha conta). ´ Já falamos das duas primeiras, agora vamos à terceira. O Homem Vitruviano Leonardo da Vinci Fase 3: fixação "[...] seja relatando-a por escrito, pintando-a, esculpindo-a, escrevendo-a como música ou dançando-a [...]" Nas duas fases anteriores encontramos uma imagem e sua dinâmica. Lembremos que o primeiro ato é sossegar a consciência, com a intenção de acolher os afluxos do material até então inconsciente. O segundo passo é perceber uma imagem que se destaca e nos concentrarmos nela. Não a ponto de a estagnarmos mentalmente, mas o suficiente para observar as transformações que lhe ocorrem, sem que isso se passe como num filme acel...

Fases iniciais de uma imaginação ativa

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A alquimia é considerada anacronicamente uma imaginação ativa Para entender melhor, leia o post anterior. Lembre-se de que ao todo são quatro fases. Fase 1: libertação "A maioria das técnicas de meditação oriental, como o zen, certos exercícios de ioga, bem como a meditação taoísta, põem-nos diante dessa primeira fase". É um momento usualmente descrito como um esvaziar da mente, cessação do fluxo do pensamento ou expressões afins. Trata-se de uma interrupção da atividade mental consciente para pôr-se disponível aos afluxos do inconsciente. Fase 2: concentração "Ao contrário das técnicas orientais acima mencionadas, neste caso nós acolhemos a imagem ao invés de enxotá-la ou desconsiderá-la, passando a nos concentrar nela" Psicologicamente, esse momento é descrito como se segue: "deixar que uma imagem de fantasia oriunda do inconsciente flua para o campo da percepção interior". Nesse ponto dois erros, inversos, são comuns. Um deles é ...

Sobre a execução da imaginação ativa

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Wolfgang Pauli, O Relógio do Mundo Paciente de von Franz (desenho de autoria anônima, a partir das descrições publicadas) Marie-Louise von Franz nos lega uma preciosa explanação sobre essa técnica junguiana em "A Imaginação Ativa" (1978). O texto está publicado pela editora Paulus em uma compilação de artigos da autora intitulada "Psicoterapia". Meus próximos comentários, sobre as fases de tal técnica, constituem-se grosso modo em um resumo desse artigo e as citações que farei serão excertos dele. Primeiramente, é necessário compreender que, dado seja uma técnica, sua aplicação terá mais sucesso quando realizada por um profissional embasado em método e teoria. A autoaplicação, a implementação de alterações ou o uso com fins não psicoterapêuticos não podem ser impedidas, mas devem ser realizadas com cautela e responsabilidade. Von Franz alerta que a técnica bem aplicada terá melhor resultado quando o sujeito não tenha sido submetido a...