Sobre a execução da imaginação ativa



Wolfgang Pauli, O Relógio do Mundo
Paciente de von Franz
(desenho de autoria anônima, a partir das descrições publicadas)
Marie-Louise von Franz nos lega uma preciosa explanação sobre essa técnica junguiana em "A Imaginação Ativa" (1978). O texto está publicado pela editora Paulus em uma compilação de artigos da autora intitulada "Psicoterapia". Meus próximos comentários, sobre as fases de tal técnica, constituem-se grosso modo em um resumo desse artigo e as citações que farei serão excertos dele.

Primeiramente, é necessário compreender que, dado seja uma técnica, sua aplicação terá mais sucesso quando realizada por um profissional embasado em método e teoria. A autoaplicação, a implementação de alterações ou o uso com fins não psicoterapêuticos não podem ser impedidas, mas devem ser realizadas com cautela e responsabilidade.

Von Franz alerta que a técnica bem aplicada terá melhor resultado quando o sujeito não tenha sido submetido a nenhuma de suas variações (a técnica da caixa de areia é um exemplo de variação). Além disso, afirma que seu exercício será tão mais carregado de energia quanto maior for a participação do corpo na expressão da imagem alcançada.

Discriminam-se quatro fases de execução ou partes: libertação, concentração, fixação e compromisso (os nomes são por minha conta). No próximo post de conteúdo veremos as duas primeiras, bastante compreensíveis a quem conhece técnicas orientais de meditação. As duas últimas serão abordadas na sequência.

Abraços e até lá!

Obs.: post editado.

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