Tristeza e depressão maternas

Bo Bartlett, Assignation
Entre os sintomas usuais de uma depressão estão tristeza profunda, falta de vontade e de interesse em geral, apatia, sono exagerado ou insuficiente, baixa autoestima, palidez, pensamento e fala mais lentos, desleixo com a própria aparência e choro fácil.

O que caracteriza a depressão pós-parto (ou pós-natal) e a diferencia de uma depressão comum é que além dos sintomas usuais estão presentes pelo menos um desses sintomas:

  • desinteresse pelo bebê;
  • evitação da criança;
  • vontade de machucar ou mesmo assassinar o recém nascido.
A culpa e a vergonha estão muito presentes, sendo possivelmente responsáveis pelo amplo desconhecimento desse transtorno: quantas mulheres encontram a mesma coragem que a atriz americana Brooke Shields teve de assumir o desejo de jogar seu bebê contra parede?

A depressão pós-parto atinge de 10 a 20% das mamães. Se for leve, dura cerca de 30 dias e acaba espontaneamente. Porém, se for grave pode durar até dois anos e constituir sério risco de suicídio e de infanticídio. Os primeiros sintomas podem aparecer já desde o parto ou a qualquer momento dentro das primeiras 6 semanas após o parto. Também pode ser o agravamento da chamada "tristeza maternal" ou o retorno de episódios depressivos anteriores.

A tristeza materna atinge até 85% das mães (dependendo da fonte pesquisada) acontece durante os primeiros 10 a 15 dias depois do parto, não chega a impedir o cumprimento da rotina materna, embora seja importante e deva ser respeitada, e também acaba espontaneamente ao fim desse período.

Abraços!

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