Riscos ao corpo: o caso "Albert e o artista"
A eficácia de uma imaginação ativa é verificada pela observação do surgimento de sonhos e de sintomas. Ou por uma mudança neles caso já estejam ocorrendo. Se nada acontece ou se nada muda, essa imaginação não foi bem praticada, houve uma falha. A respeito dos sintomas, eles também podem ser somáticos. O caso "Albert e o artista", que Marie-Louise von Franz analisa em A Imaginação Ativa na Psicologia de C. G. Jung ( in: Psicoterapia , editora Vozes), traz exatamente um exemplo disso. Eis o trecho. Atalanta Fugiens Micahel Maier (crédito questionável) O caso era o de um artista que havia começado a fazer análise por causa de uma tendência para o alcoolismo e uma sensação geral de desorientação. Uma figura particular de sombra aparecia repetidamente em seus sonhos; vamos chama-la de Albert. Essa figura era um homem esquizoide, altamente inteligente, completamente cínico e amoral, que na verdade há muito havia se suicidado. ...