Ideias de Jung sobre a Infância (4)
Sobre a segunda das conferências Clark...
não é a inculcação de verdades pedagógicas que exerce influência moldadora sobre o caráter da pessoa em formação; o que tem maior influência é a atitude emocional, pessoal e inconsciente dos pais e educadores
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| Meus Avós, Meus Pais e Eu - Árvore da Família |
A constelação familiar
Na segunda das conferências de 1909 sobre Psicologia Infantil, Jung traz pesquisas comparativas de uma de suas alunas - Emma
Fürst - acerca das respostas de membros de uma mesma família ao experimento. Os
resultados demonstram uma forte influência da constelação de complexos dos pais
sobre as gerações posteriores, bem como delineiam em que medida a constituição
psíquica de um membro tende a coincidir com a de outro (considerando entre si
irmãos, irmãs, pais e filhos e o próprio casal).
Sendo assim, chama constelação
familiar à maneira típica com que os membros de determinada família respondem
ao experimento, o que deixa entrever o modo como estão relacionados
psiquicamente.
Partindo do mesmo estudo de Emma
Fürst, Jung publica, também em 1909, “A Importância do Pai no Destino do
Indivíduo”. O texto é profundamente revisto em 1948, quando se trabalha a
questão da constelação familiar sob novo aspecto. Os conceitos de arquétipo e
de identidade inconsciente, correlata à participation mystique e à
identidade arcaica, comparecem.
O pai e a mãe pessoais são
imagens dos arquétipos paterno e materno. Quando se identificam com essas
funções e tentam tomar para si o poder sobre o destino do filho ou filha como
se fossem deuses, eles extrapolam o humano. Essa pode ser uma oportunidade para
o adoecimento infantil.
No texto indicado são analisados
quatro casos em que a identificação do pai com o arquétipo do pai compõe a
psicogênese de uma doença mental em certas pessoas, incluindo um menino de oito
anos que Jung atendeu pessoalmente.
Esse é um dos exemplos do que
pode significar a relação entre pais e filhos. O caso analisado em “Símbolos da
Transformação” proporciona igualmente um exame do complexo materno. Na verdade,
Jung informa que foram as compreensões alcançadas a partir desses estudos sobre
o complexo materno que o levaram a rever o que havia escrito sobre o paterno.
Tal texto, juntamente com o Tipos Psicológicos, pode ser visto como
uma certidão de nascimento da Psicologia
Analítica, pois distingue fundamentalmente esta em relação às outras
psicologias e expõe o horizonte básico de entendimento junguiano. Sua leitura é
muitas vezes recomendada pelo autor.
...continua no próximo post...
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Acompanho seus posts, me interesso pela psicologia analitica, e vejo como é interesante a psicologia infantil vista por Jung. Excelente publicação!
ResponderExcluirObrigada, Liliânia. Que bom que compartilhamos esse interesse!
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